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Farra dos Containers em Saquarema: Superfaturamento e Segurança PĂșblica em Xeque

Prefeitura vem pagando absurdamente mais caro em produtos e serviços contratados se comparado ao preço de mercado

Por REDAÇÃO em 19/03/2025 às 21:26:28
População clama por segurança e pede a reativação dos postos da Polícia Militar

População clama por segurança e pede a reativação dos postos da Polícia Militar

A polĂȘmica em torno do aluguel de containers pela Prefeitura de Saquarema ganhou novos contornos com a recente decisão do governo municipal de desativar seis unidades utilizadas pela PolĂ­cia Militar. A medida, que afetou diretamente a segurança pĂșblica do municĂ­pio, gerou indignação entre os moradores e levantou suspeitas sobre possĂ­veis irregularidades nos contratos firmados pela administração local.

Segurança em segundo plano?

Nos Ășltimos meses, diversos questionamentos surgiram sobre a quantidade e os valores pagos pela Prefeitura pelo aluguel de containers espalhados pela cidade. Para se ter uma ideia, na Secretaria da Mulher hĂĄ pelo menos dez unidades, enquanto na Praça da Casa da Pedra existem outras vinte. No entanto, em meio a crĂ­ticas e suspeitas sobre possĂ­veis superfaturamentos, a administração optou por cortar justamente os containers que serviam de apoio à PolĂ­cia Militar.

"Todos os containers que tinham policiais foram desativados. Para a prefeitura, a segurança da população não é prioridade", desabafou um morador do municĂ­pio que preferiu não se identificar por medo de represĂĄlia.

A situação fica ainda mais alarmante quando se observa os recentes episódios de criminalidade na cidade. No bairro do Tingui, por exemplo, um casal foi preso após furtar um container, levando consigo um aparelho de ar-condicionado. Para muitos moradores, a falta de policiamento reflete uma gestão que prioriza contratos questionĂĄveis em detrimento da segurança da população.

Valores exorbitantes e suspeitas de superfaturamento

A controvérsia em torno da chamada "farra dos containers" não se restringe apenas ao impacto na segurança pĂșblica. Um levantamento comparativo entre municĂ­pios vizinhos revelou que os valores pagos por Saquarema no aluguel dessas estruturas são significativamente mais altos do que os praticados no mercado. Em 2022, a autarquia de saneamento de MaricĂĄ, a Sanemar, alugou 120 containers para uso como escritórios, com custos variando entre R$ 1.034,00 e R$ 3.525,00 por unidade. O contrato totalizou R$ 3.792.321,00, conforme consta na Ata de Registro de Preços. JĂĄ em Saquarema, a realidade foi bem diferente: em 2024, a Prefeitura desembolsou R$ 20 milhões no aluguel de aproximadamente metade dessa quantidade. O detalhe mais chocante é que, em alguns casos, o municĂ­pio pagou até R$ 33.000,00 por container – um valor quase 10 vezes superior ao de MaricĂĄ. A disparidade nos preços levanta uma série de questionamentos. Como pode um municĂ­pio vizinho pagar valores tão inferiores pelo mesmo tipo de serviço? Qual a justificativa para essa diferença absurda?

ExigĂȘncia de transparĂȘncia e investigação

Diante dessas inconsistĂȘncias, cresce a pressão para que os contratos firmados pela Prefeitura de Saquarema sejam investigados minuciosamente. O alto custo e a ausĂȘncia de uma explicação plausĂ­vel para a discrepância nos valores reforçam a necessidade de uma auditoria detalhada. A população exige respostas: a gestão municipal agiu de forma responsĂĄvel na aplicação dos recursos pĂșblicos? O dinheiro investido nesses contratos trouxe benefĂ­cios reais para a cidade ou apenas serviu para engordar os cofres de empresas contratadas?

Enquanto essas perguntas seguem sem resposta, a segurança pĂșblica de Saquarema sofre as consequĂȘncias. A retirada dos containers que serviam à PolĂ­cia Militar pode agravar ainda mais a sensação de insegurança na cidade, deixando moradores apreensivos e fortalecendo a necessidade de uma fiscalização rigorosa sobre a gestão dos recursos pĂșblicos.

EM TEMPO

A nossa reportagem tentou contato com a Prefeitura de Saquarema para esclarecimentos sobre os contratos de aluguel de containers, mas no nĂșmero de telefone disponibilizado no site, ninguém atende. Na aba "secretĂĄrios" constam apenas os nomes, nenhuma forma de contato. JĂĄ na aba "sala de imprensa", o cadastramento dos jornalistas não podem ser concluĂ­dos pois apresenta erro ao final. Recorremos então ao "expediente" do DiĂĄrio Oficial e, o mesmo acontece, nada de contatos.

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